Implantes
Revestidos com hidroxiapatita: uma análise
clínica retrospectiva de 5
anos
*Alber Barbara
*N. David Harari
*Mario Groisman
*Helda Maria Barcellos Ferreira
RESUMO
O objetivo deste estudo foi realizar uma análise clínica
retrospectiva de 5 anos de 2.095 implantes com cobertura de hidroxiapatita instalados
em 680 pacientes. Os resultados clínicos demonstraram uma taxa de sobrevida
de 97,14% para implantes cilíndricos e 95,07% para implantes em forma de parafuso.
Pode-se concluir com base na revisão de literatura e nos resultados clínicos
apresentados que implantes revestidos com hidroxiapatita vêm a ser uma alternativa
de tratamento em casos selecionados de edentulismo.
ABSTRACT
The aim of this study was to perform a 5-year retrospective
analysis of 2.095 HA coated implants installed in 680 patients. The clinical
results showed a survival rate of 97,14% for cylindrical implants and 95,07%
for threaded ones. It may be concluded that HA coated implants could be considered
an alternative treatment for edentulous patients.
PALAVRAS-CHAVE
Implantes Dentais, Biointegração, Hidroxiapatita
KEY WORDS
Dental Implants, Biointegration, Hydroxylapatite
INTRODUÇÃO
Alguns materiais de implante são inertes, outros são
bioativos. Estes termos são confundidos, pois todo material de implante deve
induzir a uma resposta biológica em algum grau.. Entretanto, uma superfície
bioativa significa que o material biocompatível deve aumentar ou estimular a
formação de novo tecido e, no caso específico de implantes orais promover a
união do osso ao implante (Brunski26, 1988).
A retenção mecânica dos implantes refere-se basicamente a
substratos metálicos implantados, como o titânio ou ligas de titânio. A retenção
é feita, em nível macroscópico, por fendas, roscas ou túneis e envolve
o contato direto entre a superfície oxidada (passivada por um óxido) do implante
e o tecido ósseo, e em nível microscópico, pela rugosidade das superfícies,
permitindo uma íntima união entre o tecido ósseo e o implante, sem a ocorrência
de ligações químicas (Meffert14, 1989).
Biointegração consiste na união bioquímica do tecido
ósseo vivo à superfície de um implante com cobertura de hidroxiapatita que é
independente de qualquer mecanis- mo de união mecânica, e que se toma identificável
ao microscópio eletrônico (Block et alii4, 1987). Meffert et alirs (1992) apontam
também para o estabelecimento de uma relação normal com os tecidos moles, sem
a ocorrên- cia de migração apical do epitélio juncional.
As propriedades do material, biocompatibilidade, e sucesso
clínico dos implantes com cobertura de hidroxiapatita foram demonstrados em
vários estudos in vitro, estudos em animais de laboratório e estudos clínicos
em humanos (Tidweel et alli17, 1992; Gross et ali12, 1998; Saadoum & Le
Gall16, 1992; Vidigal Jr19, 1994; Barbara et alii2, 1997; Groisman et alii11,1997;
Biesbrock & Edgerton, 1995).
O uso de implantes cobertos de hidroxiapatita introduziu
um novo tipo de interface, onde se observa uma união química do osso e superfície
de implantes (Meffert et alii15, 1992). Os métodos atuais de aplicação de hidroxiapatita,
em um substrato a ser implantado, permite uma resistência maior às forças interfaciais
de 5 a 8 vezes superior aos implantes metálicos (Cook et alii 9, 1987). O uso
de superfícies bioativas, como a hidroxiapatita ou fosfato de cálcio multifásico,
aplicados pela técnica do jato de plasma mantendo as características de densidade,
policristalinidade e prosidade, resultando em filmes de 50 a 100 µm de
espessura, tem aumentado nos últimos anos. A utilização de superfícies bioativas
parece ser vantajosa, mesmo havendo necessidade de pesquisas sobre a qualidade
da união entre o corpo do implante e a superfície bioativa, e sobre a estabilidade
a longo prazo da união destas superfícies com o tecido ósseo, conjuntivo e epitelial
(Krauser13, 1989; Barbara et all2 1997).
Previamente Groisman et alii11 (1997) relataram o percentual
de sobrevida em 3 anos de utilização de implantes com cobertura de hidroxiapatita
da Steri-Oss. O objetivo deste estudo é apresentar os resultados obtidos com
a mesma metodologia após 5 anos de utilização do mesmo tipo de implante.
Tabela 1
|
Ano
|
CYL
|
THD
|
Total
|
||||||
|
Total
|
Perda
|
%Sobr
|
Total
|
Perda
|
%Sobr
|
Total
|
Perda
|
%Sobr
|
|
|
1993
|
99
|
02
|
97,98
|
09
|
00
|
100,00
|
108
|
02
|
98,15
|
|
1994
|
194
|
07
|
96,40
|
79
|
02
|
97,47
|
273
|
09
|
96,71
|
|
1995
|
182
|
03
|
98,35
|
193
|
11
|
94,30
|
375
|
14
|
96,27
|
|
1996
|
197
|
02
|
98,99
|
263
|
05
|
98,10
|
460
|
07
|
98,48
|
|
1997
|
240
|
13
|
94,59
|
331
|
19
|
94,26
|
571
|
32
|
94,40
|
|
1998
|
67
|
01
|
98,97
|
241
|
18
|
92,53
|
308
|
19
|
93,83
|
|
1993/1998
|
979
|
28
|
97,14
|
1116
|
55
|
95,07
|
2095
|
93
|
96,04
|
MATERIAS E MÉTODOS
Durante um período de 5 anos, de maio de 1993 a
junho de 1998, 680 pacientes tratados na clínica de um dos autores receberam
2095 implantes com cobertura de hidroxiapatita. Os métodos utilizados são os
mesmos previamente descritos por Groisman et alii11 (1997).
A seleção de pacientes foi realizada partindo-se da premissa
de que implantes, que visam substituir proteticamente os suportes dentários
poderiam auxiliar na reabilitação funcional e estética de edentulismo total
ou parcial. Na anamnese os critérios de exclusão foram: os pacientes que apresentavam
alterações na resposta imune, assim como, alterações não controladas do sistema
cardiovascular e do sistema metabólico. Todos os pacientes foram recebidos em
consultas preliminares. Após avaliação clínica e com base no exame radiográfico,
o planejamento protético-cirúrgico foi realizado e discutido com o paciente,
tendo em vista a eliminação de dúvidas sobre limitações e considerações estéticas,
funcionais e higiênicas.
Os procedimentos cirúrgicos e reconstrutivos foram realizados
como especificados no manual da Steri-Oss para assegurar padronização de equipamentos
da mesma forma que técnicas cirúrgicas e reconstrutivas. Amoxicilina ou cefalosporina
foram os antibióticos empregados em todos os casos tratados. Recomendou-se a
cada paciente o início da antibiótico-terapia, via oral, dois dias antes do
ato cirúrgico, com uma dosagem de 1 ,5 gramas ao dia. Esta medicação foi mantida
por mais sete dias após a cirurgia.
Foi confeccionada, para a maioria dos pacientes uma
guia cirúrgica, ou a prótese presente foi perfurada para determinar a correta
posição dos implantes.
No arco superior o tempo entre instalação e conexão
dos implantes foi de 6 meses e de 3 no arco inferior.
Dos pacientes tratados, 283 eram do sexo masculino e 397
do sexo feminino, com idades variando de 19 a 80 anos e média de 51 anos. Dos
2095 implantes, 706 foram instalados em arcos edentados totais, 899 em arcos
parciais, e 490 para o restabelecimento protético de elementos unitários. A
instalação incluiu 947 implantes na mandíbula e 1148 na maxila, sendo 979 cilíndricos
e 1116 parafusos. A escolha do uso e implantes cilíndricos versus parafusos
foi baseada na largura óssea e no objetivo de uma melhor estabilização primária
e um menor trauma cirúrgico.
Para ser considerado insucesso o implante deveria apresentar
mobilidade ou evidência radiográfica de perda óssea maior do que 113 do comprimento
total do implante ou radiolucência peri-implantar, fratura, exfoliação, remoção
ou não uso do implante por qualquer razão, e paciente apresentando sensibilidade
ou dor. Uma vez considerado falho o implante mesmo tratado ou substituído não
pode ser reclassificado como sucesso.
A taxa de sobrevida dos implantes foi determinada do
momento da instalação até a última visita de controle.
De um modo descritivo a taxa de sobrevida foi calculada
em termo de percentagem.
RESULTADOS
A taxa de sobrevida foi de 97,22% e 95,23%, para
cilindros e parafusos respectivamente. Na Tabela 1 a distribuição do número
total de implantes instalados de acordo com o tipo, o ano, as falhas e a forma
dos implantes em cilindros e parafusos são apresentadas.
Os implantes instalados variavam em comprimento de 10,12,14
e 16mm e em diâmetro de 3.25, 3.8 e 4.5mm. Dos 83 implantes perdidos, 53 eram
implantes de 10 a 12mm de comprimento distribuídos como demonstrado na Tabela
2. Foram considerados insucessos 37 dos 947 implantes instalados na mandíbula,
e 46 dos 1148 instalados na maxila.
Tabela 2: Distribuição de implantes de acordo com o tipo, diâmetro, comprimento por ano e suas falhas com a representação do % total de sobrevida
|
Comp
|
1993
|
1994
|
1995
|
1996
|
1997
|
1998
|
1993
a 1998
|
||||||||
|
Total
|
Perd
|
Total
|
Perd
|
Total
|
Perd
|
Total
|
Perd
|
Total
|
Perd
|
Total
|
Perd
|
Total
|
Perd
|
%Sobr
|
|
|
10
|
28
|
00
|
55
|
01
|
15
|
02
|
12
|
00
|
52
|
03
|
10
|
00
|
172
|
06
|
96,51
|
|
12
|
37
|
01
|
62
|
03
|
60
|
01
|
24
|
00
|
54
|
00
|
07
|
00
|
244
|
05
|
97,95
|
|
14
|
10
|
00
|
26
|
01
|
43
|
00
|
28
|
00
|
47
|
03
|
09
|
00
|
163
|
04
|
97,55
|
|
16
|
02
|
00
|
06
|
01
|
04
|
00
|
00
|
00
|
11
|
00
|
07
|
00
|
30
|
01
|
96,67
|
|
10
|
08
|
00
|
03
|
00
|
08
|
00
|
01
|
01
|
13
|
00
|
08
|
00
|
41
|
01
|
97,56
|
|
12
|
09
|
00
|
17
|
00
|
28
|
00
|
04
|
00
|
27
|
04
|
06
|
00
|
91
|
04
|
95,60
|
|
14
|
05
|
01
|
23
|
01
|
19
|
00
|
06
|
00
|
28
|
02
|
03
|
01
|
84
|
05
|
94,05
|
|
16
|
00
|
00
|
02
|
00
|
05
|
00
|
02
|
00
|
08
|
01
|
00
|
00
|
17
|
01
|
94,12
|
|
10
|
00
|
00
|
03
|
00
|
15
|
05
|
00
|
00
|
38
|
03
|
29
|
06
|
85
|
19
|
77,65
|
|
12
|
02
|
00
|
11
|
00
|
29
|
01
|
03
|
01
|
64
|
03
|
23
|
01
|
132
|
06
|
95,45
|
|
14
|
02
|
00
|
05
|
00
|
13
|
00
|
01
|
00
|
37
|
01
|
12
|
02
|
21
|
03
|
82,71
|
|
16
|
00
|
00
|
00
|
00
|
01
|
00
|
02
|
00
|
12
|
01
|
10
|
02
|
25
|
03
|
88,00
|
|
10
|
00
|
00
|
07
|
00
|
05
|
00
|
00
|
00
|
16
|
00
|
23
|
01
|
51
|
01
|
98,04
|
|
12
|
01
|
00
|
27
|
00
|
27
|
00
|
02
|
01
|
55
|
04
|
37
|
03
|
149
|
08
|
94,63
|
|
14
|
02
|
00
|
12
|
01
|
42
|
04
|
02
|
00
|
59
|
07
|
18
|
01
|
135
|
13
|
90,37
|
|
16
|
00
|
00
|
03
|
00
|
18
|
00
|
03
|
01
|
21
|
00
|
17
|
01
|
62
|
02
|
96,77
|
|
10
|
00
|
00
|
05
|
00
|
02
|
00
|
00
|
00
|
05
|
00
|
18
|
00
|
30
|
00
|
100,00
|
|
12
|
02
|
00
|
03
|
01
|
10
|
01
|
03
|
00
|
08
|
00
|
22
|
01
|
48
|
03
|
93,75
|
|
14
|
00
|
00
|
03
|
00
|
19
|
00
|
00
|
00
|
09
|
01
|
08
|
00
|
39
|
01
|
97,44
|
|
16
|
00
|
00
|
00
|
00
|
12
|
00
|
02
|
00
|
06
|
00
|
05
|
00
|
25
|
00
|
100,00
|
DISCUSSÃO
Torna-se claro na literatura, que implantes com cobertura
de hidroxiapatita ou com titânio puro apresentam taxas de sucesso superior a
90%, quando instalados em osso tipo I (Block et alii5, 1996). A taxa de sucesso
de implantes pode ser colocada como sendo proporcional ao comprimento do implante
e à quantidade e qualidade do osso remanescente. Denissem et alii10 ( 1989)
e Zablotsky et alii20 (1992) recomendam implantes cobertos com hidroxiapatita
para sítios onde qualidade e quantidade óssea estão comprometidas.
Saadoum & Le Gall16 (1992) em um estudo com 673 implantes
instalados em 280 pacientes durante 5 anos, demonstraram que para implantes
curtos, os cobertos com hidroxiapatita apresentam uma taxa de sucesso duas vezes
superior a de implantes de titânio puro. No que diz respeito aos implantes de
12, 14 e 16mm os autores não demonstraram diferenças em taxa de sucesso dos
implantes com titânio puro e dos cobertos com hidroxiapatita. Este tipo de observação,
juntamente com os resultados apresentados na literatura por van Steenberghe
et alii (1990) onde implantes curtos de titânio puro apresentam uma taxa de
sobrevivência inferior a implantes longos e com as observações de Jaffin
& Berman (1991) que implantes de titânio puro em osso tipo IV apresentam
baixa taxa de sucesso, poderiam influenciar a filosofia de seleção de superfície
de implantes. Este conjunto suporta a utilização de implantes curtos com revestimento
de hidroxiapatita, preterindo os de titânio puro.
Neste estudo os menores percentuais de sobrevida foram
observados para implantes curtos de 3.25mm de diâmetro e com forma de parafuso.
Pode-se especular que estes menores percentuais de sobrevida devem-se ao fato
desses implantes serem os mais empregados em sítios de pouca largura e altura
óssea, o que muitas vezes faz com que vestibular e lingualmente as roscas dos
implantes promovam uma maior stress nestas tábuas ósseas basicamente compostas
de osso cortical de baixa vascularização. Uma alternativa que pode modificar
essa situação é o emprego cada vez maior de enxertos ósseos permitindo um melhor
posicionamento dos implantes e o emprego de implantes de maior diâmetro quando
necessário e possível. Esta abordagem mudaria a relação coroa/implante, que
quanto maior, acarretaria também em um maior stress na interface tecido ósseo/implante.
Deste material pode-se observar o emprego cada vez maior de
implantes em forma de parafuso. A racionalidade desta observação está baseada
na maior facilidade de posicionamento final dos implantes de forma rosqueada,
principalmente quando fatores estéticos são exigidos.
No presente estudo os critérios de seleção de pacientes permitiram
a realização de casos com diferentes necessidades restauradoras o que reflete
a população tratada em uma clínica particular da cidade do Rio de Janeiro. Os
resultados devem ser avaliados dentro desta perspectiva o que corrobora com
os apresentados por Buchs et alii8 (1996) e Saadoum & Le Gall16 (1992),
mas não com os dos estudos de van Steenberghe et alii18 ( 1990) e Adell et alii1
( 1981 ), onde os pacientes estavam em tratamento institucionalizado em centro
envolvidos com pesquisas clínicas. Além desta diferença no desenho desses estudos,
o fato deste material ser apresentado de forma retrospectiva vem a ser um fator
determinante na análise destes resultados.
CONCLUSÕES
A possibilidade do emprego de implantes biointegrados,
tendo como parâmetro taxas de sobrevida acima de 95%, pode ser considerada no
planejamento de reconstruções orais com implantes e deve ser associada as considerações
biomecânicas e outros fatores que interferem com a potencialização do emprego
de implantes para a melhora da qualidade de vida dos pacientes.
REFERÊNCIAS
ABELL, R.; LEKHOLM, U. ROCKLER, B.; . BRANEMARK, P-1. A 15-year study of osseointegrated implants in the treatment of the edentulousjaw. Int. J. Oral Surg., 10(6):387-416, Dec.,1981.
BARBARA, A.; HARARI, N. D.; GROISMAN, M. Implantes com cobertura de hidroxiapatita: uma revisão. Revista Brasileira de Implantodontia 1: 5-12, Jan-Fev, 1997.
BIESBROCK, A. R. & EDGERTON, M. Evaluation of the clinical Predictability of hydroxyapatite-coated endosseous dental implants: A review of the literatura. Int. J. Oral Maxillofac. Implants, 10: 712- 720, 1995.
BLOCK, M. S.; KENT, J. N.; KA Y, J. F. Evaluation of hydroxylapatite-coated dental implants in dogs. J. Oral Maxillofac. Surg. 46 (7): 601-607,1987.
BLOCK, M. S.; GARDINER, D.; KENT, J.; MISIEK, D. J .; FINGER, I. M.; GUERRAjL. Hydroxyapatite- coated cylindrical implants in the posterior mandible: 10-year observations. Int J Oral Maxillofac Implants 11(5): 626-633, 1996.
BRUNSKI, J. B. Biomaterial & Biomechanics. Calif. Dent. Assoc. J.16(1): 66-77,1988.
BUCHS,A. U .; HAHN, J .; V ASSOS D. M. Efficacy of threaded hydroxylapatite-coated implants placed in the anterior maxilla. Implant Dentistry, 4(4) : 272- 275, 1995.
BUCHS, A. U.; HAHN, J. V ASSOS, D. M. Efficacy of threaded hydroxylapatite-coated implants placed in the posterior mandible in support of fixed prostheses. Implant Dentistry,5(2): 106-110,1996.
COOK,S. D.; KAY,J.F.;THOMAS, K. A.;JARCHO, M. Interface mechanics and histology of titanium and hidroxylapatite-coated for titanium for dental implants applications. Int. J. Oral Maxillofac. Implants 2(1): 15-22, 1987.
DENISSEN, H. W.; KALK, W.; VENDHUIS, A. A. H.; VANDERHOOF, A. Eleven-year study of hidroxilapatite implants. J. Pros. Dent., 61: 706- 711,1989.
GROISMAN, M.; BARBARA, A.; HARARI, N. D. Implantes com cobertura de hidroxiapatita. Uma análise clínica retrospectiva de 3 anos. Revista Brasileira de Implantodontia 2: 18- 22, Mar/ Abr , 1997.
GROSS, K. A.; BERNDT, C. C.; IACONO, V. J. Variabillity of Hydroxyapatite-coated dental implants. Int. J. of Oral and Maxillofac.lmplants 13(5): 601-610, 1998.
KRAUSER, J. T. Hydroxylapatite-coated dental implants.Biologic rationale and surgical technique. Dent. Clin. Nor. Am., 33(4): 879-891,1989.
MEFFERT, R. M. Implant Therapy IN: Procedings of the World Workshop in Clinical Periodontics. The Procter & Gamble Company, Chicago, July, cap. 8, p. 1-19,1989.
MEFFERT, R. M., LAUGER, B.; FRITZ, M. E. Dental implants: A Review. J. Periodontol, 63(1): 859-870, Nov ., 1992.
SAADOUN A. &
LEGALL M. Clinical results and guidelines and Steri-Oss Endosseous Implants.
Int
J Periodont Rest Dent 12: 487-499, 1992.
TIDWELL J. K.; BLIJDORP P. A.; STOELINGA P. W. J.; BROUNS, J. B. HINDERKS F. Composite grafting of the maxillary sinus for placement of endosteal implants. A preliminary repor of 48 patients. Int J Oral Maxillofac Surg 21: 204-209, 1992.
VAN STEENBERGHE, D.; LE.KHOLM, U.: IBOLENDER, C., FOLMER, T., HENRY, P., HERRMANN , I. ; HIGUCHI, K:; LANEY, W. ; : LINDEN, U.; ASTRAN P, The Applicability of Osseointegrated Oral Implants in the Rehabilitation , of Partial Edentulism: A Prospective Multicenter Study on 558 Fixtures. J. of Oral and Maxillofacial Implants 5(3): 272-281, 1990.
VIDIGAL Jr., G. M. Avaliação Histomorfométrica do Grau de Osseointegração de Implantes de Titânio Comercialmente Puro e de Implantes Recobertos com Hidroxiapatita. Rio de Janeiro, 1994, 152p. Tese de Mestrado, Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro -UFRJ
ZABLOTSKY, M.; DIEDRICH, D.; MEFFERT, R. Detoxification of endotoxicontaminede titanium and hydroxylapatite-coated surfaces utilizaing various cherotherapeutic and mechanical modalities. Impl. Dent.1: 154,1992.