Reposição
cirúrgica do
nervo mandibular para a colocação de implantes.
Mauro
Cruz*,
Clóvis Cruz Reis **
Juiz de Fora, Brasil
RESUMO
A colocação de implantes na região posterior da mandíbula
é frequentemente limitada pela altura do osso remanescente entre o canal do
nervo mandibular e a crista alveolar.
Este trabalho apresenta uma técnica cirúrgica como uma
outra opção para remover o plexo neurovascular, possibilitando a colocação de
implantes utilizando-se o osso além do canal. A técnica permite a remoção do
plexo pelo teto do canal, com nenhum ou pouco dano às estruturas. Um elevador
é introduzido através do forame como um guia e como um protetor, enquanto a
porção superior do canal é removida com uma fresa até a área molar. Um novo
canal é executado transversalmente ao corpo da mandíbula e um novo forame é
aberto na área molar. O plexo é deslocado do canal com ruginas especiais, passado
através do novo forame e deslocado para a lateral do corpo mandibular.. Os implantes
são colocados dentro ou através do canal. O retalho mucoperiósteo é reposicionado
e suturado.
Esta técnica permite a liberação do corpo mandibular
do plexo neurovascular e reduz o risco de lesões ao nervo.
ABSTRACT
The placement of implants in the posterior region of
the mandible is frequently limited by the bone height between the canal of the
mandibular nerve and the alveolar crest.
This paper presents a surgical technique as another
option for repositioning the neurovascular bundle so that the implants may be
placed. The technique allows for the removal of the nerve and the vascular bundle
through the roof of the canal, with no or little damage. An elevator is introduced
through the foramen as a guide and as a protector, while the roof is removed
by burs until the molar area. A new canal is performed crossing the body of
the mandible and a new foramen is opened at the molar area. The bundle is displaced
from the canal with specials retractors passed through the new foramen and put
on laterally to the body of the mandible. The implants are placed on or through
the canal. The mucoperiosteal
flat is repositioned and sutured.
This technique allows for the freeing of the mandibular
body from the bundle and reduces the risk of permanent nerve damage.
PALAVRAS CHAVES
Implantes, nervo mandibular, desvio do nervo mandibular.
INTRODUÇÃO
A região posterior da mandíbula tem uma limitação
para colocação de implantes, devido à perda do osso alveolar acima do canal.
1.5.13 Após a extração dos dentes, ocorre uma perda progressiva do osso alveolar.
Este processo pode variar de moderada até uma severa atrofia da mandíbula. I,
3, 5, 16, 19
Esta reabsorção reduz a altura do osso entre o canal
mandibular e a crista alveolar 3. 16. Nos casos com extrema reabsorção pode
ocorrer total ou parcial exposição do plexo vásculo-nervoso. No entanto, mesmo
nestes casos, pouca ou nenhuma alteração ocorre no osso basal, abaixo do canal.
5, 13.19.
A utilização, portanto, desse osso é uma possibilidade
importante, mas envolve evidentemente, a manipulação cirúrgica do feixe vásculo-nervoso
alveolar inferior.
Nos últimos anos, várias tentativas foram feitas para superar
esta barreira, como a colocação dos implantes ao lado do canal. 6
Diferentes técnicas de reposição lateral do plexo, envolvendo
a remoção do osso ao nível do forame mentoniano, e dissecção do nervo nesta
altura, são hoje realizadas. 8, 14. Outros, considerando os riscos de lesão
ao nervo, removem o osso só posteriormente ao forame. 16 Nestes casos, o acesso
ao plexo ocorre através da face lateral do corpo mandibular. 8, 14.16
O nervo é deslocado bucalmente, os implantes são então
colocados e ele é reposicionado contornando os implantes e protegido pela lâmina
óssea que também é reposicionada cuidadosamente sobre o feixe.
Alguns destes autores 2, 8, 10, 14, 16 têm recentemente
preconizado a reposição lateral do nervo mandibular como uma boa solução cirúrgica.
Atualmente, vários métodos diferentes de análise estão
disponíveis para se localizar o canal dentro do osso. 6.9, II, 12, 15, 17, 18.
Através destes métodos, sabemos que quando o grau de reabsorção é avançado,
há menos osso sobre o canal do que lateralmente a ele. Nestes casos, portanto,
é mais fácil fazer sua exposição pelo teto do canal do que lateralmente.
O Implante Bioform®* horizontal é um implante especial
para aplicação em ossos atróficos (Fig.1). Sua altura total é de 5mm e apresenta
diferentes diâmetros e comprimentos. Sua aplicação, nos casos de atrofia, reduz
a necessidade de transposição do nervo alveolar inferior e levantamentos de
seio maxilar. Ele foi usado neste trabalho, nos casos de reabsorção mandibular
de até 6mm de altura acima do canal. Quando o osso acima do canal estava abaixo
de 6mm, a transposição do nervo foi recomendada.
Os objetivos deste estudo foram: (1) Apresentar uma
técnica para reposição do nervo alveolar inferior através do teto do canal,
(2) permitir a colocação de implantes endósseos dentro ou através do canal,
(3) avaliar as lesões que poderiam ocorrer, e (4) avaliar a curto prazo (24
meses) os índices de sucesso da técnica.
MATERIAIS E MÉTODOS
Previamente à cirurgia foram feitas radiografias panorâmicas
e/ou tomografias computadorizadas tridimensionais para se verificar o trajeto
do canal e a quantidade de osso acima dele. Quando havia menos de 6mm de altura
óssea, a transposição do nervo era então recomendada.
Sete pacientes foram selecionados dentro destas características
e incluídos neste estudo. Estes foram casos nos quais a quantidade de osso acima
do canal estava aquém de 6mm, isto é, insuficiente para se colocar o implante
horizontal. Todos os pacientes foram operados em ambos os lados assim, o total
de operações executadas foi de quatorze. Todos receberam implantes horizontais,
na região posterior, mesmo após a reposição do nervo e implantes verticais nas
regiões média e anterior da mandíbula. O total de implantes executados foi de
trinta e cinco.
Os implantes horizontais utilizados foram de diâmetros
de 4mm e comprimentos de 18mm. Os verticais variaram de 3.3mm até 5mm de diâmetro
e comprimento de 11 mm até I5mm, dependendo da região que foram colocados. Foram
utilizados também implantes de Fixação Imediata**, rosqueáveis, com comprimentos
de 12mm entre os implantes, para osseointegração. O objetivo foi de colocar-se
próteses provisórias fixas imediatas à cirurgia. Seguiu-se o protocolo recomendado
pelo fabricante, para a colocação destes implantes.
PROCEDIMENTO CIRÚRGICO
A
anestesia local foi obtida de acordo com o protocolo convencional para a colocação
de implantes intra-ósseos na mandíbula, através de bloqueio ao nível da espinha
de Spix e de infiltrações locais. A incisão foi feita do trígono retro-molar
até à região de caninos ou linha média, dependendo do caso. Uma incisão de alívio
era feita nos dois extremos, quando necessário, para prover um relaxamento do
retalho e permitir o afastamento até a borda inferior da mandíbula no lado bucal.
Os dois lados do retalho foram levantados, permitindo o acesso até a crista
lingual e a completa dissecção do ramo mentoniano do nervo, no lado bucal. As
estruturas anatômicas como o plexo e o forame eram identificados. Uma delicada
dissecção do plexo era feita e a tensão aliviada na mucosa, o que permitia uma
melhor visualização do nervo e sua proteção. Nessa altura duas situações ocorreram:
mandíbulas totalmente edêntulas ou só com dentes anteriores. No primeiro caso
fez-se a secção do ramo incisivo do nervo e no segundo caso ele foi preservado.
Um elevador (Fig.2), criado para esta finalidade, foi
introduzido dentro do canal, entre o feixe e o teto do mesmo, para fazer a sua
proteção, enquanto se procedia a osteotomia. Esta foi feita com uma fresa 161
(ISO - 310 316 408 295 016) em velocidade média e alta pressão de spray (ar
I água) para a irrigação. À medida que o teto do canal foi sendo removido,
o protetor ia sendo introduzido, acompanhando o canal, dando proteção ao mesmo
e a direção para o corte. Na região molar ou retro-molar, onde se desejava a
saída do nervo, fez-se um corte transversal com a mesma fresa (Fig.3).
A forma final do canal foi obtida com uma fresa esférica
(ISO -500 204 001 001 023 -Fig.4a) criando um leito para o feixe, semelhante
ao natural, neste caso a passagem é mais estreita e o fundo mais amplo. O forame
se situa na face lateral da mandíbula (Fig.4b)
O feixe neurovascular era suavemente levantado do canal
com a ajuda de retratores (Fig.5).. O feixe era deslocado lateralmente, passando
pelo novo canal e emergindo no lado bucal (Fig.6).
Algumas vezes o feixe foi suturado no retalho para evitar
qualquer lesão durante a preparação do leito dos implantes. Foram usados implantes
horizontais e verticais de acordo com a disponibilidade óssea e a recomendação
do fabricante, (Fig.7) dando-se preferência para os verticais. Foram feitos
implantes de Fixação Imediata nos casos que se permitiram. (Fig.8)
Removeu-se a sutura do feixe, após o preparo e colocação
dos implantes, fazendo-se sua colocação na face bucal da mandíbula, o mais passivamente
possível.
Uma membrana de ALLUMINA *** (AI2O3) foi sempre
colocada sobre os implantes, para se obter a regeneração óssea em torno dos
implantes, sem a participação dos tecidos moles, evitando-se também um possível
retorno do feixe para o antigo leito (Fig..9a -9b).
O retalho muco-periósteo foi posicionado e suturado
com fio de seda 4.0*. A re-entrada se fez de 6 a 9 meses após.
CONTROLE PÓS-OPERATÓRIO
A osseointegração dos implantes foi testada clinicamente
segundo o protocolo de Branemark aos 6, 12 e 24 meses e estiveram dentro dos
aspectos normais.
As funções sensoras do nervo alveolar inferior foram
testadas no seu ramo mentoniano. Estes exames foram executados três dias após
a cirurgia, e nos períodos de seis meses (re-entrada), 12 meses, e 24 meses
pós-operatórios.
RESULTADOS
Em quase todos os pacientes a integridade do feixe foi
mantida durante os procedimentos cirúrgicos, porém em um caso ocorreu a ruptura
parcial acidental do feixe. Procedeu-se, então, a uma neurografia utilizando-se
um fio absorvíveI 5.0** e o paciente apresentou uma parestesia pós-operatória
que aos seis meses evoluiu para uma hipoestesia e de 13 para 14 meses desapareceu
completamente.
Os pacientes foram acompanhados e os exames se
deram aos três dias de pós-operatório, seis, doze e vinte e quatro meses para
a verificação das sensações na região mentoniana. O tipo e a duração das sensações
nervosas observadas, estão apresentadas no quadro 1.
|
Quadro
I -Sensações nervosas na região mentoniana
|
|||||
|
Contrõle
|
Sensação |
Hipoestesia
|
Parestesia
|
Disestesia
|
Normal
|
|
3
Dias
|
2
|
6
|
3
|
3
|
|
|
6
Meses
|
5
|
5
|
-
|
4
|
|
|
12
Meses
|
3
|
-
|
-
|
11
|
|
|
24
Meses
|
1
|
-
|
-
|
13
|
|
Cada
lado dos pacientes foi considerado separadamente, portanto o total dos procedimentos
foi quatorze:
|
Quadro
2 - Índice de sucesso dos implantes
|
||||
|
|
Horizontal
|
Vertical
|
||
|
Colocados
|
14
|
21
|
||
|
Perdidos
|
1
|
-
|
||
|
Substituidos
|
1
|
-
|
||
|
Perdidos
|
0
|
-
|
||
Três dos pacientes relataram uma sensação de queimação
na região mentoniana, compatível com a descrição de disestesia 21. Outros uma
sensação de choque ou descarga elétrica que desapareceu em poucas semanas. Mesmo
com toda a manipulação do feixe e o estiramento necessário para se fazer o desvio,
três pacientes tiveram suas sensações restauradas imediatamente após o ato cirúrgico.
O grau de redução das sensações foi aceitável (Fig.10),
considerando os bons resultados obtidos. Todos os pacientes relataram uma sensação
normal ou tolerável após 24 meses.
Hemorragia imediata e tardia não ocorreu em nenhum caso
e alguns pacientes apresentaram pequeno hematoma sem maior significação clínica.
(Fi:g.11)
O processo de cicatrização do tecido mole ocorreu sem
problema em todos os pacientes. Em um dos pacientes, após 30 dias, desenvolveu-se
uma infecção em um dos implantes provisórios (FI), próximo a um implante definitivo,
comprometendo este implante. Foi prescrita terapia medicamentosa e a infecção
foi suprimida, mas na ativação do implante não havia ocorrido osseointegração
e o implante foi removido. Foi feito outro implante imediatamente, um pouco
para anterior, ocorrendo o sucesso. Portanto, o total de implantes colocados
dentro ou através do canal estiveram dentro do protocolo adotado. Quadro 2.
Todos os pacientes tiveram uma prótese fixa colocada
após o segundo tempo com resultados satisfatórios, considerando os 24 meses
de controle (Fig. 12).
DISCUSSÃO
Diferentes métodos de reposição cirúrgica do nervo
mandibular são apresentados na literatura. Um dos procedimentos sugere a reposição
com a osteotomia posterior ao forame mentoniano 16.
Outro envolve o forame com a osteotomia, contornando-o
juntamente com uma janela aberta na face bucal. 14
Uma outra ainda inclui o forame dentro da janela óssea.8
Todos estes procedimentos 10 e outros relatados envolvem
a dissecção e manipulação do nervo. Neste trabalho o objetivo foi fazer o reposicionamento
do plexo vásculo-nervoso alveolar inferior, possibilitando o uso do osso abaixo
do canal com uma abordagem pelo teto do canal e não lateralmente, visto ser
este acesso mais fácil, mais eficiente, mais seguro e principalmente mais lógico
nos casos de grandes atrofias do rebordo alveolar.
Segundo alguns autores, 4, 8 a mandíbula edêntula
tem uma pobre vascularização, comparada com seu estado anterior. Este procedimento
preconiza a remoção do plexo vásculo-nervoso do corpo mandibular e em
alguns casos com a eliminação da porção anterior, isto é, do ramo incisivo.
No entanto, apesar de termos considerado este aspecto e controlado a evolução,
não notamos nenhum episódio complicador pela falta de nutrição sanguínea ou
revascularização.. Da mesma forma o controle da osteogênese nos implantes, apresentou
como relatado anteriormente, completo índice de osseointegração, isto é, estavam
todos dentro do protocolo. Não encontramos também permanente anestesia ou parestesia.
Os achados de hipoestesia ou parestesia não tiveram grande significação clínica
para os pacientes. Friberg e cols 8, relataram que "Isto é devido talvez
a alta motivação dos pacientes para receberem este procedimento e os critérios
rígidos de seleção dos melhores."
Ele completa que "os pacientes precisam decidir
entre o risco de uma alteração deste tipo em troca de uma prótese fixa. Devemos
ter em mente que isto pode ocorrer também quando usamos a técnica convencional
para colocação dos implantes, sem o desvio do nervo. " As lesões do nervo
podem ser discutidas em termos qualitativos e quantitativos. Neste estudo não
buscamos a análise quantitativa. As áreas envolvidas diminuíram sensivelmente
à medida que as funções foram retomando ao normal 20, 21. Qualitativamente as
alterações foram analisadas, escolhendo-se dois pontos na face para comparação,
Rosenquist 14 encontrou maior morbidez no pós-operatório imediato, nos casos
onde o plexo foi deixado tracionado, mas a função normal foi restabelecida em
todos os casos. Neste estudo podemos confirmar estes achados e registrar as
variações de hipoestesia e parestesia.
Após o desvio do feixe para o lado bucal da mandíbula
todo o corpo ficou livre para receber implantes. A escolha do tipo de implante
variou dependendo da disponibilidade óssea sob o canal. A estabilidade inicial
dos implantes tem um papel importante no processo de osseointegração,5 principalmente
nos implantes horizontais onde isso é mais difícil. Nestes casos seu controle
deve ser mais apurado, porém sua colocação dentro do canal não impede este aspecto.
O índice de sucesso da osseointegração foi de 100%, considerando a perda e a
posterior regeneração de um deles.
Se analisado do ponto de vista de controle de longa
duração, o material deste estudo é pequeno e o tempo de 24 meses muito curto
para conclusões deste tipo. Porém, o objetivo foi avaliar os padrões de sucesso
do procedimento cirúrgico como mais uma alternativa.

Fig. 1 -
O Implante Bioform® horizontal - Altura 5mm, diâmetros de 3.3, 4 e
5 mm e comprimentos de 12 - 16 mm
Fig. 2 - O elevador especial e seu uso no procedimento. -2a - O intrumento.
Fig. 2b - O instrumento foi introduzido entre o nervo e o teto do canal para
proteger o feixe durante o corte. Ele também deu a direção
do canal

Fig. 3 -
A porção transversal do canal na região retro-molar foi
executado com a mesma fresa.
Fig. 4 - Preparação do segmento transversal do canal novo. 4a
- O fundo do canal foi feito com uma fresa esférica obtendo-se, assim,
um leito adequado para o feixe.
Fig. 4b - Mostra a forma da osteotomia e a posição do novo canal

Fig. 5 -
Após a preparação, o feixe neurovascular era delicadamente
removido para fora do canal.
Fig. 6 - O nervo era deslocado lateralmente, passa pelo novo canal e emergindo
bucalmente, fazendo seu trajeto externamente.
Fig. 7 - Implante colocado no canal. Tipo horizontal.

Fig. 8 - Três implantes
de Fixação Imediata* colocados. Este tipo de implante permite
a colocação de uma prótese fixa provisória, imediata.
Fig. 9 - Membrana Allumina aplicada para guiar a regeneração e
evitar possível retorno do feixe. 9a - Membrana cobrindo os implantes
e o canal.
Fig. 9b - Observe o feixe passando buçalmente.

Fig. 10 -
17 horas após a cirurgia. A parestesia ocorreu somente na área
demarcada. Não ocorreu hematoma.
Fig. 11 - 24 horas após a cirurgia (outro paciente). O deslocamento foi
bilateral, mas o hematoma ocorreu somente no lado esquerdo.
Fig. 12 - Conclusão de um caso clínico. 12a - Aspecto radiográfico
mostrando os implantes para osseointegração e os de Fixação
Imediata (FI)

Fig. 12b
- Aspecto clínico dos implantes osseointegrados após o preparo
dos munhões.
Fig. 12c - Prótese fixa de metalo-cerâmica colocada.
Fig. 12d - Vista oclusal da maxila

Fig. 12e
- Vista oclusal da mandíbula
Fig. 12f - Aspecto radiográfico final.
CONCLUSÃO
Os diferentes métodos de reposição do nervo alveolar
relatados na literatura até hoje não se referiram a este tipo de abordagem descrita.
A técnica apresentada permite a utilização do osso basal além do canal mandibular,
através do reposicionamento cirúrgico do plexo vásculo-nervoso alveolar inferior.
A execução não é difícil, permitindo portanto larga aplicação. Podemos concluir
com os resultados, que a técnica é segura, não se trabalha em nenhum momento
sem o controle e a proteção do feixe, que o índice de lesão nervosa foi muito
pequeno e que o ideal de osseointegração foi realizado. Em tais circunstâncias
a colocação dos implantes teve suas fronteiras alargadas com esta possibilidade
segura do desvio nervo alveolar inferior.
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* Diretor do Departamento
de Cirurgia e Ortodontia
**Diretor do Departamento de Prótese
* Maxtron -Juiz de Fora
-MG
** F 1-lmplantes de Fixação Imediata. Maxtron *
-Juiz de Fora -MG
*** ALLUMINA -Membrana Aloplástica para Isolamento Tecidual
na RGT -Demac -Juiz de Fora