Considerações
sobre limpeza de superfícies de implantes
dentários jateados
UNITERMOS:
Tratamento de super- fície, Osteointegração, Implantes
dentários.
RESUMO:
Através da Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV)
e microanálise por Energia de Dispersão (EDS) os autores estudaram uma amostra
de implantes cilíndricos com tratamento mecânico da superfície por jateamento
(Sistema INP). O grupo controle foi uma amostra (A) das peças da forma como
saíam do processo de fabricacão. O estudo foi realizado em duas fases. Na 1ª
fase dois tipos de limpeza foram estudados: Amostra S, submetida a lavagem com
detergente alcalino superfície-ativo e Amostra B, que após passar pelo processo
anterior foi submetida a um banho ácido. Houve uma reducão significativa de
contaminantes em relação ao grupo controle, sendo que na amostra S. os picos
de contaminantes foram maiores que na amostra B, a qual apresentou apenas traços.
Partículas foram detectadas em ambas, sendo que na amostra B em número reduzido.
Na 2ª fase as amostras S, A, mais D e E1 (A- grupo controle, D- não osteointegradas,
retratadas mecanicamente, E2- após passaram pelo tratamento da E1 que apresentou
contaminantes) foram submetidas a um tratamento ácido mais concentrado e apresentaram
apenas um ponto de contaminacão, na amostra S, de 20 realizados. A amostra H
e uma nova C submetidas a dois outros diferentes tratamentos ácidos continuaram
com contaminantes. Por último a amostra E1 com outro tratamento ácido e presença
de contaminantes. Concluem que em superfícies jateadas é possível uma previsibilidade
de limpeza desde que o processo permita o controle de vários fatores como tempo,
temperatura, ácidos, concentração e volume.
KEY WORDS:
Surface treatment, Osseointegration, Dental implants.
ABSTRACT:
The cleaning effect of different treatments for preparing
implants fixture with sandblasted surface (INP) was examined by Scanning Electron
Microscopy (SEM) and by Energy-dispersive x- ray analysis. The control group
(A )was the implant after fabrication or "as received" condition.
In a first phase two study groups: Group S : the specimens were washed in distilled
water with alcalin detergent and sonicated; Group H -as in Group S followed
by treatment with acid solution in an ultrasonic cleaner . There was reduction
of contaminants in the group S and only traces of contaminants in Group H. However
the contaminants were not eliminated In a second phase both groups were submited
a new acids treatments. The acid solution C1 eliminated the contaminants. It
is possible to prepare reproducible surface since we have had the control of
variables as volume, solution temperature, time and acid concentration.
INTRODUCÃO
A biocompatibilidade do titânio tem sido atribuída
à camada de óxido de sua superfície a qual também o torna extremamente resistente
à corrosão. Steinemann cita que o óxido de titânio é mais estável que o metal
titânio ou de que seus íons em solucão
e a camada de óxido formada espontaneamente é de aproximadamente 3 nm ou 20
camadas atômicas, além disso, que seu comportamento químico é determinado pela
camada de óxido de titânio e, provavelmente também o seu comportamento fisiológico
(1 ). Ratner (2) diz que a camada de óxido na superfície do implante influencia
a reação proteica e celular ao mesmo. Assim a superfície do implante assume
um papel fundamental na osteointegracão e a presenca de contaminantes tem merecido
uma atencão especial, por mais que o seu papel na longevidade do implante talvez,
atualmente só possa ser analisado por estudos clínicos (3,4). Laasma e Kasemo
(3,4) dizem que a camada de óxido para de crescer entre 1-10 nm ou 5-50 camadas
atômicas e citam dois tipos de contaminacão da superfície: contaminacão molecular,
dependendo das condicões do ambiente de preparo dos implantes e a contaminacão
grosseira decorrente do próprio processo de fabricacão como partículas residuais
dos processos de tratamento da superfície, óleo, etc. sendo que a contaminacão
molecular é mais difícil de ser evitada mas é o que se busca, enquanto a contaminacão
grosseira deve ser evitada atualmente. Machnee at al (5) fizeram estudo comparativo
de quatro processos de limpeza e esterilizacão de implantes para verificar a
influência sobre a camada de óxido e não observaram diferenças significativas.
Todavia tem sido demonstrado que a presenca de contaminantes como o flúor durante
a autoclavagem pode aumentar significativamente a camada de óxido (6) e influenciar
no comportamento biológico do implante.
Ratner (2) diz que o comportamento biológico é ditado
pela superfície do implante, cuja natureza pode ser descrita em termos de sua
morfologia, química e energia. A limpeza da superfície normalmente determina
alta energia e a presença de contaminantes o contrário. Baixa energia, conforme
Baier, (6) torna a superfície hidrofóbica e favorece respostas do tipo corpo
estranho. Portanto além de uma possível pobreza de osteointegracão ou sua ausência,
os contaminantes também podem sujeitar-se a processos corrosivos e deletérios,
liberando íons nos tecidos vizinhos com possíveis manifestações locais
e/ou sistêmicas. A este respeito no que se refere ao titânio, são interessantes
os estudos de Bowen e de Steineman & Parren (15) segundo os quais os humanos
ingerem na dieta aproximadamente 800 ug/Ti por dia e metabolizam cerca de 300
ug/dia. Estes valores são muito superiores aos encontrados ao redor de implantes
em músculos ou tecidos esponjosos (2,6 / 30 / 3,9 ug/g de tecido fresco ou ao
redor de implante de fixação de fratura (109 / 280 / 27 /ug/g TF) (1).
O desenho do implante é outro requisito para osteointegracão segundo Branemark
(7), principalmente pela estabilidade primária que ele pode proporcionar em
relação às forças de pressão ou de atrito sobre a gengiva nos primeiros
15 dias após cirurgia. Duas formas básicas predominam: parafusos e cilindros
de pressão. Por mais que o fenômeno da osteointegracão tenha sido descrito,
inicialmente utilizando-se os implantes de parafuso, os cilindros de pressão
têm sido amplamente utilizados e possivelmente a integracão com o osso não dependa
essencialmente do desenho do implante. O que é determinante desse fato é a estabilidade
inicial do implante e o contato íntimo dele com o osso. Uma fixacão inicial
sofrível ou pobre acaba permitindo a formacão de tecido fibroso ao redor do
mesmo. Outro fator fundamental da superfície do implante é possivelmente sua
microtextura, qualquer que seja seu desenho: ou seja, a geometria microscópica
da superfície (rugosidade ).
Tem sido mostrado que os implantes rugosos têm demonstrado
maior resistência ao torque, sugerindo uma conexão osso-implante maior, em relacão
aos lisos, independente de seu desenho (8,9,10,11) .
Os implantes podem ter sua superfície alterada
por aposicão (hidroxiapatita, plasma spray de titânio) ou por tratamento mecânico
(jateamento). Sendo que este método tem se mostrado efetivo (11) e promissor
em relação a outros como plasma spray. O risco é a presença de contaminantes,
conforme mostrou Vidigal Jr e cols(16) decorrentes do processo de fabricação
ou do jateamento e a possibilidade de corrosão dos mesmos, embora sua ação biológica
provavelmente só possa ser avaliada pelo comportamento clínico (3,4) e previsões
do que é ou não aceitável ainda não é possível atualmente.
Deve ser seguido de um processo de limpeza cuidadoso
antes da esterilizacão final. Baier diz que esterilizar não é limpar. Assim
um implante esterilizado pode apresentar inúmeros contaminantes na superfície,
sejam viáveis (orgânicos) ou inviáveis (inorgânicos ). Pode-se ter microorganismos
mortos mas resíduos orgânicos que podem afetar a energia superficial do implante
e portanto a osteointegracão, além de eventuais reações orgânicas sistêmicas
e/ou locais.
Portanto considere-se a limpeza inicialmente e depois
a esterilizacão dos implantes:
MATERIAL E MÉTODO
Foram utilizadas 13 amostras de implantes cilíndricos
com anéis e superfície rugosa por jateamento. A análise foi realizada por (MEV)
e (EDS). A microscopia eletrônica de varredura (MEV) tem sido útil para estudar
alguns aspectos da superfície de implantes como sua microtextura e a presença
de contaminantes. Além disso permite uma análise química qualitativa através
do exame de energia dispersiva de rx (EDS) mapeando a área estudada, detectando
elementos acima de 11 na tabela periódica. (Ratner)
A análise das peças foi realizada em duas fases: na 1ª
utilizou-se 9 amostras distribuídas em 3 grupos (S,A e H). Na 2ª fase as
amostras dos três grupos anteriores, contaminadas, passaram por diferentes tratamentos
ácidos e acrescentou-se mais 4 amostras que passaram por processo de banho ácido
em concentrações diferentes (ver quadro).
Utilizou-se um detergente alcalino superfície-ativo
e água deionizada.
Os ácidos utilizados foram sulfúrico, clorídrico, nítrico
e fluorídrico em misturas e concentracões diferentes. Cinco diferentes banhos
foram preparados, recebendo a seguinte denominação: C, C1, S , N e E.
As peças passaram em solvente (acetona) por 5 minutos
antes da secagem.
Todos os processos de limpeza foram realizados em aparelho
de ultrassom e de acordo com as normas ASTM.
1ª FASE
Grupo A -amostras analisadas da forma como sairam da
fabricação.
Grupo S -amostras submetidas a lavagem com detergente
alcalino superfície-ativo por 60 minutos .
Grupo H -processo de lavagem anterior + banho ácido
C por 10 minutos.
2ª FASE
Grupo A -amostras submetidas a banho ácido C1 por 10
minutos a 62° C.
Grupo S -amostras submetidas a 3 banhos ácidos C1 de
8 minutos cada. A amostra S1 foi submetida a um segundo banho ácido F, 10 minutos,
62°C.
Grupo B -banho ácido S por 60 minutos em repouso + 10
minutos a 62°C no ultrassom.
Grupo C -banho ácido C1, 10 minutos, 62°C, vol 1/1.
Grupo D -amostras antigas, não integradas, limpas, despirogenadas,
superfícies mecanicamente retratadas. Banho ácido C1, 10 minutos, 62°C.
Grupo E1 -banho ácido E, 50 minutos, 62°C.
Grupo E2 -banho ácido E+ banho ácido C1, 10 minutos,
62°C.
Quadro 1: tipos de banhos em cada fase nos respectivos
grupos.
A análise das peças seguiu o protocolo abaixo:
1- MEV para análise geral da peça e de pontos específicos.
2- Análise das partículas detectadas .
3- A varredura e microanálise (EDS) de cada peça fez-se
no mínimo em 3 dos 5 pontos possíveis com aumento aproximado próximo de 150
X.
RESULTADOS
O quadro 2 mostra os diferentes grupos e seus respectivos
processos de limpeza na 1ª e 2ª fase. O banho ácido usado na 1ª
fase reduziu a traços (EDS) os contaminantes sem eliminá-los. Só o banho C1
foi capaz de eliminá-los na 2ª fase.
|
1ª
Fase
|
Limpeza
|
2ª
Fase
|
Limpeza
|
|
|
A
|
sujas
|
Não
|
banho
ácido C1
|
Sim
|
|
S
|
lavadas
detergente
|
Não
|
banho
ácido C1
|
Sim
|
|
B
|
banho
ácido C
|
Não
|
banho
ácido E
|
Não
|
|
C
|
não
realizado
|
-
|
banho
ácido C
|
Não
|
|
D
|
não
realizado
|
-
|
banho
ácido C1
|
Sim
|
|
E1
|
não
realizado
|
-
|
banho
ácido E
|
Não
|
|
E2
|
não
realizado
|
-
|
banho
ácido E + C1
|
Sim
|
Quadro 2 - Processo de limpeza utilizado nas amostras em cada fase e o resultado (Sim=limpo, Não=Contaminado)(partículas)
No quadro 3 podemos ver em cada amostra, os pontos estudados
e a presença de contaminantes ou partículas incrustradas. Na 2ª fase o
processo de limpeza C1 foi eficiente.
|
1ª
F A S E |
Pt1
|
Pt2
|
Pt3
|
Pt4
|
Pt5
|
2ª
F A S E |
Pt1
|
Pt2
|
Pt3
|
Pt4
|
Pt5
|
|
|
A
|
part
|
part
|
part
|
part
|
part
|
Ti
|
Ti
|
Ti
|
-
|
Ti
|
||
|
S1
|
C
|
C
|
C
|
C
|
-
|
Ti
|
Ti
|
Ti
|
-
|
-
|
||
|
S2
|
C
|
C
|
C
|
-
|
-
|
Ti
|
part
|
Ti
|
Ti
|
Ti
|
||
|
S3
|
C
|
C
|
C
|
-
|
-
|
Ti
|
Ti
|
Ti
|
-
|
-
|
||
|
B1
|
Ti
|
C
|
C
|
-
|
-
|
part
|
part
|
part
|
part
|
-
|
||
|
B2
|
part
|
part
|
C
|
-
|
-
|
-
|
-
|
-
|
-
|
-
|
||
|
B3
|
part
|
C
|
C
|
-
|
-
|
-
|
-
|
-
|
-
|
-
|
||
|
C
|
-
|
-
|
-
|
-
|
-
|
part
|
part
|
C
|
-
|
-
|
||
|
D
|
-
|
-
|
-
|
-
|
-
|
Ti
|
Ti
|
Ti
|
-
|
-
|
||
|
E1
|
-
|
-
|
-
|
-
|
-
|
part
|
part
|
part
|
-
|
-
|
||
|
E2
|
-
|
-
|
-
|
-
|
-
|
Ti
|
Ti
|
Ti
|
-
|
-
|
Quadro 3 - O estudo das várias amostras com os pontos analisados. (C=contaminado, part.=partícula, Ti=titânio, -=não foi realizado). Pode-se observar que na 1ª fase, mesmo havendo limpeza progressiva com o detergente e detergente-ácido, a microanálise ainda demonstrou a presença de contaminantes. Na 2ª fase as amostras submetidas ao processo C1 (S,A,D e E2) tiveram excelente grau de limpeza.
|
1ª
Fase
|
2ª
Fase
|
|
|
A
|
part.
Si, Ca, S, K
|
Ti
|
|
S
|
7
pontos: 7 c/Si+particulas
|
12
pontos: 1 c/Ai,Si. Sem part.
|
|
B
|
9
pontos: 8 c/Si+particulas
|
3
pontos: 3 c/Si+particulas
|
|
C
|
não
realizado
|
4
pontos: 3 c/Si+particulas
|
|
D
|
não
realizado
|
3
pontos 40X: Ti
|
|
E1
|
não
realizado
|
3
pontos:part.+Si,Ai,C1,Na
|
|
E2
|
não
realizado
|
3
pontos: Ti
|
Quadro 4: Número de pontos avaliados e contaminados em cada amostra nas duas fases (part.=partícula, Ti=titânio, Si=silício, Cl=cloro, Na=sódio, Al=alumínio). Note que só na 2ª fase, após modificação no banho ácido, a microanálise detectou apenas titânio.
Grupo Controle (A): ao exame de varredura as peças mostraram nitidamente a presenca de partículas contaminantes incrustradas na superfície e praticamente ao longo do implante. A análise dos contaminantes mostrou a presenca de silício, potássio, cálcio e. (Fig.1) Na 2ª fase não foram encontradas partículas e o Eds detectou apenas titânio.

Fig. 1: Eds típico da peça A (sem limpeza). Contaminantes

Grupo S: após a limpeza com detergente houve uma redução
significativa de partículas ao MEV, enquanto o EDS mostrou a presença
de contaminantes. (fig.2) No processo realizado a lavagem com detergente não
é capaz de eliminar partículas incrustradas na superfície da peça.
Grupo B: após passar pelo mesmo processo de limpeza
do grupo S, foi submetido a um banho ácido C. A varredura mostrou ainda partículas
incrustradas, enquanto o EDS apresentou picos de contaminantes bem reduzidos
(traços). Possivelmente a concentração ou o volume foi insuficiente para remoção
completa de partículas. (fig.2) .
As amostras do grupo S que na 1ª fase foram submetidas
a lavagem só com detergentes e ainda apresentavam-se, todas, com contaminantes
à microanálise, passaram na 2ª fase por um banho ácido
(C1) diferente do submetido às amostras do grupo B da 1ª fase que
mesmo reduzindo a contaminação ainda apresentaram taços
de contaminantes naquela fase (ver quadro 1). Com excessão de um ponto
todos os demais apresentaram-se limpos, mostrando a eficiência deste banho
C1. (figs. 3).
As peças do Grupo B que após o banho da 1ª fase ainda apresentaram traços de contaminantes passaram por um banho ácido E2 na 2ª fase e este também não eliminou os contaminantes (fig.4 ). Enquanto o Grupo C, também introduzido nesta 2ª fase, submetido a um banho C1 continuou com contaminantes devido ao volume insuficiente da mistura. Um outro Grupo (E2) foi também introduzido nesta 2ª fase e submetido a banho ácido E, sem eliminação de contaminantes.
Na 2ª fase acrescentou-se amostras do Grupo D (peças não osteointegradas, submetidas a processo de despirogenização e novo jateamento, portanto com superficies "sujas") e amostras do Grupo E2 (novas) que tinham passado por um processo de limpeza conforme quadro 1 sem eliminação de contaminantes. Ambos os grupos foram submetidos ao processo do banho ácido C1 e não apresentaram contaminantes na varredura ou Eds. Mais uma vez demonstrando a eficácia deste banho. (fig. 5 e Gráficos 1 e 2)

Fig. 2: Grupos S e B submetidos a limpeza na 1ª fase. À esquerda o Eds das amostras submetidas à lavagem só com detergente e à direita das amostras lavadas com detergente + banho ácido C. Notem redução do pico de contaminante (Si) da amostra S para traços do mesmo na amostra B.

Fig. 3: Amostra do Grupo S, banho da 2ª fase, Sem contaminantes
Fig. 4: Amostra do Grupo B, banho da 2ª fase, Contaminantes
DISCUSSÃO
A
contaminação molecular é difícil de ser evitada e cada superfície sempre
terá suas próprias características (3,4,12,13). Já a presença de partículas
contaminantes aderidas à superfície em decorrência do processo de fabricação
pode ser evitada através de métodos controlados de limpeza. No caso de tratamento
mecânico por jateamento só a limpeza, com o detergente utilizado, não foi suficiente
para eliminar totalmente os contaminantes, embora tenha praticamente eliminado
as partículas incrustradas. (Quadro 4)

Fig. 5: Amostra do Grupo D. Sem contaminantes
Os
banhos ácidos podem permitir praticamente a eliminação dos contaminantes
e totalmente das partículas incrustradas, mas isto depende de método controlado
e previsível que combine fatores como concentracão, tempo e temperatura das
soluções empregadas. O banho ácido C1 mostrou-se eficiente (quadro 5).
Há um consenso de que cada tratamento determina
um tipo de superfície, sendo que clinicamente possam ter comportamento semelhante,
mas dificilmente igual. (3,4,12,13) Assim é importante que se mantenha a superfície
desejada através de processos de fabricação e limpeza que possam ser repetidos,
controlados e previsíveis. Smith e cols (12,13) postulam que a topografia da
superfície sozinha pode ser um fator de controle na performance clínica dos
implantes. Assim mudando-se o processo corre-se o risco de mudar as propriedades
da superfície e alterar o comportamento clínico do implante. Esta superfície
estudada tem sido utilizada experimental e clinicamente demonstrando bons resultados
conforme estudos em publicação.
CONCLUSÕES
Correspondência:
Dr. José Tadeu Tesseroli de Siqueira, PAMB, 6º A, Sala 2. Divisão de
Odontologia do lCHC- FMUSP. Av. Dr. Enéas de Souza Aguiar, Cerqueira
César, São Paulo/SP.
Agradecimentos:
Dra. Conceição da Glória Mota.
BIBLIOGRAFIA