Tratamentos
e Caracterização da
superfície dos Implantes osseointegrados
*José
Henrique Cavalcanti Lima
**Eliane Porto Barboza
***Carlos Nelson Elias
**** Dagnilson T. Gomes
Sinopse
Na última década,
os implantes osseointegrados passaram a ser mais um componente no auxílio da
reabilitação oral do paciente. Este trabalho tem por objetivo apresentar o tratamento
e a caracterização de Implantes Osseointegrados.
Há variação na qualidade
do acabamento superficial, depende do tipo de caracterização empregada
Unitermos:
Osseintegração,
implante dentário, acabamento de implante dentário.
Uniterms:
Osserintegration, Dental Implans,
Implant finiching surface
INTRODUÇÃO
A seleção do material a ser
utilizado em implantes osseointegrados é feita com base em requisitos quanto
às propriedades mecânicas, usinabilidade, propriedades químicas e biocompatibilidade.
Um dos aspectos importantes na seleção consiste em se prever como o corpo humano
irá reagir bioquimicamente com a presença do material estranho. Apesar de não
existirem meios para predizer com exatidão como o material irá se comportar
e qual será a sua reação com o organismo, com base nos conhecimentos das propriedades
dos materiais e apoiado em resultados experimentais de implantes realizados
em animais, é possível estimar, com segurança, o desempenho do implante.
Este trabalho tem por objetivo
apresentar a influência dos processos de fabricação na morfologia da superfície
de implantes de titânio osseointegrados e analisar as técnicas de caracterização
das superfícies externas destes implantes.
PROPRIEDADES DAS SUPERFÍCIES
A biocompatibilidade do implante
osseointegrado depende, fundamentalmente, do tipo de material e das características
microestruturais da sua superfície externa, a qual pode ser policristalina ou
amorfa; Dependendo do processo de fabricação, a superfície externa pode ter
estrutura eletrônica, cristalinidade, composição química, espaçamento atômico
e propriedades mecânicas e químicas diferentes do seu interior.
Na área da Ciência dos Materiais, as diferenças
mais importantes, entre a superfície e a parte interna, que devem ser analisadas,
estão relacionadas com a composição química, energia superficial e potencial
químico devido à segregação e formação ou deposição de compostos.
A superfície externa dos materiais, por
terem elevado nível de energia, têm a tendência de absorver átomos estranhos,
modificando assim a composição do revestimento original do implante. Por exemplo,
na usinagem do titânio há absorção de moléculas de O2, as quais se dissocia
e após cerca de 10 nanosegundos há a formação da primeira monocamada de oxigênio,
que se transforma em óxido em alguns milisegundos. Assim, dificilmente, haverá
contato entre o titânio metálico e o corpo hospedeiro, mas ocorrerá contato
com a camada de óxido de titânio. Logo, a biocompatibilidade e as propriedades
do óxido são mais importantes que a do metal.
FORÇAS DE LIGAÇÃO IMPLANTE-OSSO
O
implante em função apresenta retenção fibro-óssea e/ou osseointegrada. Segundo
a AAID (American Academy of Implant Dentistry), o termo retenção óssea é definido
como o contato tecido-implante, ou a existência de tecido colágeno denso entre
o implante e o osso (Misch 740). Já o termo osseointegração refere-se ao contato
físico existente entre o osso refeito e o implante, sem interposição de tecido
conjuntivo ou não ósseo. Com base neste conceito os emplantes apresentam retenção
mecânica e bioativa. A retenção mecânica não depende do material, refere-se
a existência de interface definida entre a superficie do implante e do osso,
depende da geometria, existência ou não de furos e ranhuras, tipo de rosca e
número de filetes de rosca. Na retenção bioativa há a ligação química entre
o implante e o organísmo, a qual depende do material e das suas propriedades
superficiais (biointegração).
A ligação química entre o implante
e as moléculas do organismo ocorre por meio de forças fracas de van de Waals,
pontes de hidrogênio e ligação química local. As primeiras apresentam energia
de ligação inferior '10 kcal/mol e predominam a distância da ordem de 1 µm,
como por exemplo a polarização molecular e os dipolos elétricos. As pontes de
hidrogênio possuem energia de 1-10 kcal/mol. As forças fortes de ligação, do
tipo covalente e iônica, com energia de ligação de 10-100 kcal/ mol, dependem
das características microstruturais da superfície, em escala atômica. Estas
ligações ocorrem em defeitos como cátions e ânions e em átomos de impureza.
A composição química do óxido, contorno de grão e o teor de impurezas exercem
grande influência na ocorrência das ligações fortes. Para aumentar a capacidade
de união do osso com o implante de titânio tem-se utilizado a deposição de uma
camada de material cerâmico na superfície do implante, destacando-se o uso de
hidroxiapatita (HA). O HA reage com o óxido de titânio e forma titanato cálcico.
Segundo Kasten (Kasten, P.M., Qantitative evaluation of human gengival epithelical
cell attachment to implant surfaces in vitro, Int J. Periodont Rest Dent 10:69-
79 1970, in Carl E Misch, Contemporary Implant Dentristry p737) as células epiteliais
da gengiva humana aderem com maior facilidade na hidroxiapatita do que na superfície
do titânio, ligas de titânio e plasma spray de titânio. Em seu trabalho, kasten
observou que a rugosidade superficial do implante influencia na aderência.
RUGOSIDADE
A qualidade do acabamento
superficial dos implantes adquirem especial relevância para a osteogênese
na fase pós operatória imediata depósito e organização do coágulo sobre a superfície
do implante.
A rugosidade superficial dos
implantes depende do seu grau de acabamento obtido durante o processo de fabricação.
Em função da velocidade de usinagem, tipo de ferramenta, estado termomecânico
do material a ser usinado, tratamentos térmicos e mecânicos realizados após
a usinagem, pode-se obter diferentes ordens de grandeza de rugosidade superficial
dos implantes.
Valores de rugosidade média de 100,µm,
sob o ponto de vista mecânico, facilitam a distribuição de tensões. A rugosidade
entre 100,µm e 10 namometro encontra-se na faixa do tamanho das células
e grandes moléculas e influenciam na interface biológica, bem como influenciam
o campo eletromagnético local e podem alterar as forças de ligação de van der
Walls. Rugosidade com escala atômica criam sítios de ligação química para diferentes
moléculas. Assim, a adesão das células é influenciada pela rugosidade superficial
com valores acima de nanometro.
Do ponto de vista fisiológico, a superfície
rugosa em relação à superfície lisa oferece vantagem, uma vez que melhora a
proliferação do osso. Estudos experimentais em animais têm demonstrado que a
cicatrização dos tecidos conjuntivos ou osso, não depende apenas do biomaterial
mas também da estabilidade biomecânica durante a fase de cicatrização. Por sua
vez a estabilidade biomecânica se relaciona com a espessura do osso, desenho,
micromorfologia superficial e qualidade do leito do implante.
PROPRIEDADES DO TITÂNIO
O titânio possui boa resistência à corrosão
sob tensão, elevadas propriedades mecânicas, biocompatibilidade e boa resistência
à fadiga, mesmo quando imerso em solução salina. Este metal permite o crescimento
do osso na sua interface, com preenchimento de poros e rugosidades introduzidas
durante a fabricação. Quando imerso em fluídos do corpo humano, o titânio tem
resistência à corrosão superior a do aço inoxidável.
Considerando que a formação da camada de
óxido de titânio é muito rápida, a alta biocompatibilidade do titânio está associada
com as propriedades dos seus óxidos superficiais. Mesmo quando a camada de óxido
é removida, ao ar ou em meio aquoso a temperatura ambiente, o titânio forma
uma nova camada de óxido com espessura de 3 a 5,µm em alguns segundos.
Os óxidos possuem estequeometria variada: TiO, Ti2O3 e TiO2 .O TiO2 é o mais
importante, o qual pode apresentar estruturas critalinas diferentes. A camada
de TiO2 apresenta grande densidade, elevada aderência com o metal base,
elevada resistência à corrosão e elevada constante dielétrica. Esta última propriedade
exerce grande influência na formação do osso na interface com implante. A elevada
constante dielétrica do TiO2 resulta em forças de van der Waals maiores que
a de outros óxidos, característica importante em interfaces bioquímicas. O TiO2
' assim como óxidos dos metais de transição, apresenta propriedade catalítica
ativa em diversas reações químicas orgânicas.
As principais propriedades mecânicas e a
composição química dos diferentes graus de pureza do titânio puro são apresentadas
na Tabela 1.
Como pode-se observar na Tabela1, o titânio
puro possui baixo módulo de elasticidade (E) e limite de resistência à tração
(RT), propriedades estas inferiores a da liga de titânio Ti6A14V. O módulo de
elasticidade do titânio puro é da ordem de 5 vezes a do osso. Percentuais de
ferro superiores a 0,5% aumentam a resistência mecânica do titânio mas, reduzem
sua resistência à corrosão.
Resultados de estudos de simulação utilizando
elementos finitos (V. G. Langkamer, Proc. Orthopedic Research Soc 240 1992 in
Beta Ti alloy in the 1990's p. 50) indicam que materiais com menores módulos
de elasticidade apresentam melhor distribuição de tensão na interface com o
osso e facilitam a reabsorção.
|
ASTM
|
O
|
Fe
|
H
|
C
|
N
|
RT
(Kgf/mm²)
|
E.10³
(Kgf/mm²)
|
HB
|
|
|
Ti35A
|
B265
Gr1 F67 Gr1
|
0,18
|
0,20
|
0,015
|
0,10
|
0,03
|
24,0
|
10,2
|
120
|
|
Ti50A
|
B265
Gr2 F67 Gr2
|
0,25
|
0,30
|
0,015
|
0,10
|
0,03
|
34,5
|
10,2
|
160
|
|
Ti65A
|
B265
Gr3 F67 Gr3
|
0,35
|
0,30
|
0,015
|
0,10
|
0,03
|
45,0
|
10,2
|
200
|
|
Ti75A
|
B265
Gr4 F467 Gr4
|
0,40
|
0,50
|
0,015
|
0,10
|
0,05
|
55,0
|
10,4
|
250
|
|
Ti100A
|
AMS
|
0,40
|
0,50
|
0,010
|
0,10
|
0,05
|
72,0
|
10,7
|
295
|
|
Ti6A14V
|
0,13
|
0,25
|
0,012
|
0,08
|
0,05
|
90,0
|
11,7
|
||
|
OSSO
|
19,0
|
1,9
|
Tabela 1: Composição química nominal e propriedades mecânicas do titânio puro comparadas com as TiA14V
MÉTODOS
DE PREPARAÇÃO DA SUPERFÍCIE
Os implantes, normalmente, são revestidos
com outro biomaterial para se aumentar a área superficial do implante, facilitar
a microligação com o osso e melhorar as propriedades biomecânicas do implante.
Quanto maior a área superficial e de contato entre o implante e o osso, melhor
a retenção do sistema e melhor o suporte para a reabilitação protética. Entre
os materiais utilizados em revestimentos destaca-se o óxido de titânio, o fosfato
tricálcio e o hidroxiapatia (HA), cujas propriedades são mostradas na Tabela
2.
|
E.10³
(Kgf/mm²)
|
SUPERFÍCIE
|
|
|
HIDROXIAPATITA
|
4-12
|
Ca
10(PO4)6
(OH)2 |
|
FOSFATOTRICALCIO
|
3-12
|
Ca
3
(PO4)2 |
|
TITANIA
|
27-30
|
TiO
2 |
|
BIOVIDRO
|
4-14
|
Ca
PO
4 |
Tabela 2: Módulo de elasticidade e estequiometria dos revestimentos usados em biomateriais
Carl Misch observou que nos implantes com revestimento
de HA ocorre a formação óssea e maturação em menor período do que em implantes
não revestidos. Os revestidos com HA têm 66,3% da superfície externa em contato
com o osso (Mish 746).
Atualmente, existem diversas técnicas de
preparação da superfície e deposição do revestimento dos implantes, destacando-se
a oxidação anódica, oxidação com plasma, deposição com vapor e spray térmico,
tratamento com laser, limpeza com plasma e mecânica e, ataque com solução química.
Na oxidação anódica é possível controlar
a espessura da camada de óxido variando-se a voltagem de íons do banho.
A deposição com vapor pode ser feita pela
técnica PVD (Physical Vapor Deposition) ou CVD (Chemical Vapor Deposition).
Na técnica PVD há aquecimento da ordem de 600 ºC, na deposição CVD ocorre
reação entre o vapor depositado e o substrato e o aquecimento pode atingir entre
800 e 1.200 ºC.
O revestimento com Spray Térmico é um termo
genérico de um grupo de processo de tratamento de superfície em que metais,
cerâmicos e polímeros, na forma de pó, barra ou lâmina são aquecidos a elevada
temperatura, lançados contra uma superfície e depositados em camadas. As propriedades
do revestimento dependem da técnica de deposição empregada e do material depositado.
Dados do periódico Advanced MateriaIs & Process de agosto de 1995, indicam
que nos Estados Unidos da América existe cerca de 225 empresas fornecedoras
de equipamentos e prestadora de serviço na área de deposição de revestimentos
com spray. Entre as técnicas de deposição de materiais com spray térmico destaca-se
:
HVOF: High Velocity Oxy Fuel
PSP : Plasma Spray Process
TSPJ : Thermal
Spraying Plasma Jet
HVIF : Hipervelocity
Impact Fusion
VPS : Vacuum Plasma Spray
FS : Flame Sprayed
AS: Arc Spraying
DGUN : Detonation Gun Spraye
Spray Témico com Combustão de alta
velocidade: os gases propano e hidrogênio são misturados com oxigênio
e injetados em uma câmara de combustão. O material a ser depositado, na forma
de pó, é introduzido axialmente na câmara e dirigido contra o substrato. A deposição
é feita em camadas sucessivas. Neste processo há união mecânica do pó, devido
ao choque a alta velocidade e, a ligação química é causada pelo aquecimento
do pó acima da sua temperatura de fusão. A espessura final do revestimento é
controlada pelo tempo de deposição.
Plasma spray com chama: utiliza-se gases
combustíveis (propano, acetileno, etc.) para aquecer e fundir o material a ser
depositado. O processo permite a combinação de gases para reduzir os custos
e controlar a oxidação. O material a ser depositado, na forma de barra ou pó,
é fundido e lançado contra a superfície do implante em um meio inerte, usualmente
argônio, formando uma camada de 50 a 10°µm. A temperatura
de aquecimento depende do gás :
Spray
com arco elétrico: o aquecimento e fusão ocorre com a aproximação e
compressão de dois fios carregados eletricamente, com a centelha elétrica há
a atomização e com a pressão do gás o material é lançado contra o substrato
a ser resvestido. O aquecimento do substrato é inferior ao do processo com chama.
Plasma Spray : um arco elétrico é iniciado
entre dois eletrodos usando cargas de alta frequência. O arco ioniza o gás e
cria um plasma de alta pressão. A temperatura do gás pode atingir até 3.000
ºC. Este processo tem sido utilizado na deposição de partículas de óxido
de titânio na superfície do implantes de titânio. As partículas de óxido são
impulsionadas pela injeção de argônio e chocam-se com a superfície do implante
com velocidade da ordem de 3.000 m/s. Durante o choque são criadas ondas de
choque que elevam a temperatura da superfície das partículas acima da sua temperatura
de fusão, permitindo a união química e mecânica do óxido na forma de camadas
com espessura entre 50 e 100 ;µm. Este processo eleva a rugosidade
superficial e a área de contato implante-osso é aumentada de até 7 vezes a inicial.
Entre todos os processos de revestimento de implantes
com spray utilizados, o da combustão de alta velocidade e o plasma spray à vácuo
são os mais utilizados. No primeiro caso, na ausência de controle da atmosfera
do sistema, pode haver contaminação do revestimento.
Na limpeza mecânica, emprega-se o jateamento abrasivo
com granalhas para remover as usinagem e a camada heterogênea de óxido de titânio,
bem como para criar microcavidades que facilitam o travamento inicial. Neste
processo utiliza-se partículas homogêneas de alumina ou sílica.
Com banho químico além das impurezas orgânicas é possível
remover uma fina camada com tensão residual, melhorar o acabamento superficial
e criar microcavidades que facilitam a biointegração.
CARACTERIZAÇÃODA SUPERFÍCIE
Devido às diferentes técnicas de fabricação dos
implantes pode-se obter superfícies externas com diferentes propriedades e morfologia
e para a sua caracterização, entre outras técnicas empregadas, destacam-se a
microscopia ótica eletrônica e a difração de Raios-X. Estas técnicas de análise
são referenciadas como:
TEM -Transmission Electron Microscopy
ESCA -Electron Spectroscopy for Chermical Analysis
Na caracterização da superfície dos implantes
procura-se determinar a rugosidade, morfologia e a composição química. A rugosidade
(amplitude e espaçamento) influencia nos mecanismos de ligação entre o implante
e o osso. Na caracterização morfológica procura-se determinar o acabamento superficial,
existência de trincas e defeitos de usinagem.
Quanto à composição química é importante
a determinação não apenas dos elementos de liga mas, também dos traços de impurezas
e a existência de contaminantes e segregação não metálica. Face ao desconhecimento
da influência do baixo percentual de contaminantes das superfícies dos implantes
na biocompatibilidade, é prudente controlar os procedimentos de limpeza. Pequenas
concentrações de impurezas podem alterar as propriedades superficiais do óxido,
particularmente, os elementos que possuem ação catalítica. Além disto, a variação
local da composição química pode induzir a corrosão galvânica.
O emprego da técnica XPS- ESCA na análise
da superfície de um implante permite verificar a presença de contaminantes C,
N, S e C1, os quais podem ser incorporados durante os procedimentos de fabricação.
A remoção destes contaminantes pode ser realizada mediante limpeza com íons
em vácuo.
CONCLUSOES
Somente
mediante a caracterização da superfície externa dos implantes pode-se entender
a influência da morfologia e da composição química na osseointegração.
A biocompatibilidade implantes de titânio não
revestidos está relacionada à limpeza superficial, boa resistência à corrosão
e à alta dielétrica do seu óxido TiO2.
Para melhorar a osseointegração dos implantes tem-se
realizado a deposição de camadas de óxido de titânio, óxido de alumínio e hidroxiapatita
com técnicas de spray térmico.
BIBLIOGRAFIA
Misch, C. E., Contemporary
Implant Dentistry, Mosby Year Hook Inc., 1993.
Alberktsson et
alI., Osseointegrated titanium implants, A. C. S. 52 p. 155 -170. 1981.
Branemark, P. I.,
Zarb, G.. A., and Alberktsson, T. (ditors). Tissue integrated prostheses :
osseointegration in clinicaI dentistry, Quitessence, Chicago pag 26,101 -108.
1985.
Gould et alI., The attachement mechanism of epithelial cells to titanium in vitro, J. P. R. 16, pag 611 -616.1981.
Les Geros, R. Z., Calcium phosphate materiaIs in restorative dentistry : a review, J. Dent 2: 164- 180.1988.
Kasemo and Lausmaa., Biomateriais and implant surface : on the role of cIeanliness, contamination and preparation procedures, J. H. M. R. 22 (2) pag 145- 158. 1988.
ASM Handbook voI 5 : Surface Engineering, American Society for MetaIs, MetaIs Park, CleveIand, Ohio. 1994.
*Especialista
em Periodontia Policlínica Militar do Ministério do Exército, Prof. Instituto
Brasileiro de Implantodontia
**Mestra
e Doutora em Periodontia; Profa da Universidade Federal Fluminense
***Prof.
da Faculdade de Metalurgia da UFF Mestre e Doutor em Materiais
**** Engenheiro do Insituto Militar de Engenharia